quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Lobo-guará é o bicho do mês de outubro

A Fundação Zoobotânica do RS divulga, no mês da criança, o lobo-guará, como o bicho do mês. O Projeto A Hora do Bicho, que iniciou em 2004, apoia à coleta seletiva do lixo realizada no Parque Zoológico, e tem como temática as espécies da fauna que compõem o acervo do Zoo. Utilizando material informativo e educativo o Projeto tem como objetivo conscientizar o visitante do Zoo sobre a importância da conservação da natureza e os cuidados que se deve ter com o meio ambiente.
Em sua 5ª edição está sendo divulgada a série “Os filhotes”, através das seguintes espécies: Cujubi (janeiro), Javali (fevereiro), Cisne-branco (março), Tucanuçu (abril), Macaco-aranha (maio), Ratão-do-banhado (junho), Chimpanzé (julho), Lhama (agosto), Hipopótamo (setembro), Lobo-guará (outubro), Flamingo (novembro), Sagüi-pincel-preto (dezembro).
Nas edições anteriores foi dado destaque às espécies da fauna nativa do RS, fauna brasileira e africana e aves brasileiras, todas ameaçadas de extinção.

Lobo-guará
Animal solitário, de hábitos crepusculares e noturnos, o lobo-guará raramente é avistado durante o dia. É muito tímido e evita a presença humana, bem como as áreas urbanizadas. Alimenta-se principalmente de vertebrados pequenos e médios, como ratos, tatus, aves e répteis, além de insetos, ovos e frutos.
É o maior canídeo sul-americano e seu nome significa cão dourado de cauda curta.
O Parque Zoológico do Estado mantém a espécie num amplo recinto. O casal, Nero e Nara, veio do Zoológico de São Carlos e os filhotes, duas fêmeas, nasceram no Parque gaúcho em junho de 2008 e julho de 2009.
O avanço de áreas urbanas e a alteração dos campos por atividades agropecuárias são as principais ameaças. Segundo o Livro Vermelho da Fauna Ameaçada de Extinção no RS, a espécie se encontra na categoria Criticamente em Perigo

Saiba mais:

Espécie: Chrysocyon brachyurus
Família: Canidae
Ordem: Carnívora
Gestação: 62 a 65 dias
Alimentação: Onívora
Habitat: Florestas, campos, cerrado, pantanal.
Distribuição: Brasil, Paraguai, Bolívia e Argentina

Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social/FZB-RS
Jorn. Elisabete Monlleo Martins da Silva - Reg. Prof. 1427
Fotos: Sergio Bavaresco e Leandro Basile

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

CAMPANHA DE INCENTIVO AO PLANTIO DE NATIVAS

Registrando o mês do aniversário do Jardim Botânico de Porto Alegre, a Fundação Zoobotânica do RS iniciou hoje, dia 21, data em que é comemorado o Dia da Árvore, campanha de incentivo ao plantio de espécies de mudas nativas, visando a recuperação de áreas degradadas. Em espaço ocupado em frente ao Palácio Piratni - estande do Governo técnicos do Botânico, prestaram informações sobre as principais espécies que fazem parte da campanha, em exposição no local.
Para esta campanha foram selecionados o angico vermelho, araçá vermelho, branquilho, cabreuva,canjerana, cocão, erva mate, ingá feijão, ingá de beira de rio, pessegueiro do mato, tarumã branco, entre outras, totalizando uma variedade de 120 espécies diferentes. O valor unitário varia entre R$ 5,00 e R$ 40,00, conforme o tamanho e a espécie.
Pelos cuidados e critérios de reprodução, as mudas produzidas no viveiro do Jardim Botânico têm selo de garantia de qualidade, e representam uma boa mostra das diversas variedades de espécies que ocorrem no Estado.
O viveiro de mudas está aberto de 3ª feira a sábado, das 8h às 12h e das 13h às 16h. Fica na Rua Dr. Salvador França, 1427. Informações pelo telefone 51.3320.2028. site: WWW.fzb.rs.gov.br.

Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social
Fundação Zoobotânica do RS
Jorn. Elisabete Monlleo Martins da Silva – Reg.Prof. nº 1427
Fone: 3336.3281

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

PARCERIA ESTUDA UTILIZAÇÃO DE VENENO DE COBRAS NATIVAS


Parceria firmada entre o Museu de Ciências Naturais/FZB-RS e o Instituto Vital Brasil –IVB , possibilitará o desenvolvimento de trabalho referente à utilização de veneno de cobras nativas do RS. O Acordo de Cooperação Técnico-Científica estabelecido visa o intercâmbio entre técnicos, bolsistas e pesquisadores das duas instituições. Segundo o, Dr. Luis Eduardo da Cunha, Diretor Científico do IVB, o trabalho realizado no Museu do Estado servirá como referência, pela qualidade e competência da equipe gaúcha.
Durante uma semana- de 31.08 a 04.09 – o biólogo Cláudio Machado, coordenador do serpentário do IVB permaneceu no Núcleo de Ofiologia de Porto Alegre – NOPA, setor do Museu que pesquisa as serpentes peçonhentas e não peçonhentas, observando todo o trabalho de rotina realizado, desde a limpeza e higienização dos viveiros, alimentação, desvermifugação, catalogação, entre outra atividades.
Também esteve no Núcleo, o Pesquisador Carlos Corrêa Neto, participando, em conjunto com os técnicos do NOPA, da extração de veneno das espécies jararaca (Bothrops jararaca), cruzeira (Bothrops alternatus), jararaca pintada (Bothrops diporus), jararaca pintada (Bothrops pubescen)s e cobra coral (Micrurus altirostris), num total de 103 exemplares entre filhotes e adultos.
O veneno extraído será utilizado para o desenvolvimento de dois trabalhos, a serem realizados em co-autoria: Análise da especificidade de soros antiofídicos frente aos venenos de espécies procedentes do Estado do Rio Grande do Sul, em colaboração com Dr. Juan Calvete – Espanha e Estudo proteômico e imunoquímico do veneno de M. altirostris, em colaboração com pesquisador Carlos Corrêa Neto.

Núcleo de Ofiologia de Porto Alegre - NOPA
Considerando a importância da obtenção de veneno para utilização na produção de anti-soros ou de fármacos, o Núcleo de Ofiologia de Porto Alegre – NOPA, Setor do Museu de Ciências Naturais/FZB-RS, mantém regularmente em cativeiro um acervo com cerca de 400 serpentes oriundas do Estado. A maioria dos animais provém de doações ou do aproveitamento científico, realizado nos resgates de fauna em hidrelétricas e outros empreendimentos. Além de extração periódica de veneno, têm sido estudados diversos aspectos da biologia das espécies de interesse.
A identificação de substâncias ativas nos venenos de serpentes e sua utilização na indústria farmacêutica são relativamente recentes. Princípios isolados do veneno já têm sido utilizados, por exemplo, na fabricação de remédios reguladores de pressão e em colas biológicas. Estudos têm indicado a possibilidade de sua utilização em remédios para o combate a alguns tipos de câncer e para problemas de coagulação. A utilização adequada e ética de princípios ativos, oriundos de nossa fauna e flora, se realizada de maneira a garantir a repartição dos benefícios, como estipulado na legislação vigente, é uma das principais alternativas sustentáveis de uso da nossa biodiversidade.
Além disso, as serpentes, venenosas ou não, desempenham uma função importante no ecossistema, uma vez que são predadores ou presas de outros animais. As principais ameaças às serpentes são a matança indiscriminada e a alteração e redução das áreas de vegetação nativa que, se não controladas, determinarão sua extinção.
O NOPA foi criado em 1987.

Serpentário
Visando conscientizar a população sobre a importância da preservação da biodiversidade das serpentes, em especial das espécies nativas, o Museu de Ciências Naturais administra um serpentário aberto para visitação pública.
São 14 cobras, entre peçonhentas e não peçonhentas.
Visitação: de 3ª feira a domingo.
Rua Dr. Salvador França, 1427 - Jardim Botânico. O ingresso ao Jardim Botânico é de R$ 2,00 para adultos e R$ 1,00 para estudantes. Crianças até 12 anos não pagam.