As reformas que estão sendo efetuadas no fosso do recinto dos elefantes, no Parque Zoológico, em Sapucaia do Sul, certamente trarão muito mais segurança às duas exemplares fêmeas desta espécie. Além da colocação de uma rampa na parede interna, a reforma prevê a diminuição da altura do fosso. As obras exigiram um investimento de R$ 138 mil reais, com recursos próprios da Fundação Zoobotânica do RS, entidade que o Zoológico é vinculado. As obras, já iniciadas, deverão estar concluídas no início de dezembro próximo. Já o recinto, que abrigava as harpias, hoje está sendo ocupado por uma diversidade colorida de aves, como tucanuçus, cujubis, papagaios-verdadeiros e curica, pavões e faisões. As araras também estão em um novo espaço, localizado na área central do Parque.
Animais mortos foram encontrados no litoral do RS entre os dias 14 e 19 de outubro. A expedição foi realizada pela pesquisadora do Museu de Ciências Naturais da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, Daniela Sanfelice, que esteve acompanhada do biólogo César Jaeger Drehmer, do Departamento de Zoologia e Genética da Universidade Federal de Pelotas, e do técnico do Museu, Tomaz Vital Aguzzoli.
Somados os dois trechos percorridos (Balneário Pinhal à Barra da lagoa do Peixe e Bojurú aos molhes de São José do Norte) foram observadas quatro carcaças de leões-marinhos, 11 de lobos-marinhos, 39 de albatrozes/petréis, 43 cetáceos (dentre baleias e golfinhos), 93 tartarugas-marinhas e 375 pinguins. Segundo Daniela, muitos dos animais observados podem ter morrido por causas naturais, sobretudo os animais mais jovens, como os filhotes de lobos-marinhos, que ocasionalmente chegam já debilitados ao nosso litoral. Entretanto, foram observados muitos indivíduos com pedaços de redes no corpo, cortes simétricos, grandes e profundos, indicativos de colisão com a hélice de embarcações, e perfurações por tiro. Estes fatos sugerem uma necropsia mais detalhada de cada caso, para assegurar precisamente se as interações foram efetivamente a casa da morte dos animais encontrados ou se ocorreram após a morte. “O número de animais observados é efetivamente impactante, ainda que subestimado em função da metodologia aplicada, visto que o objetivo da nossa expedição não foi o monitoramento das ocorrências e encalhes , mas a coleta de material para as coleções científicas do Museu de Ciências Naturais/FZB-RS”, esclarece Daniela. Neste contexto cabe destacar que a freqüência de animais encontrados ao norte da Lagoa do Peixe foi muito superior à porção sul, onde o registro de redes armadas foi inferior, e a presença humana menor, comparativamente ao trecho Pinhal-Lagoa do Peixe, fato que merece uma investigação mais precisa, como análise da mortalidade acidental das tartarugas marinhas nas diferentes artes de pesca. Algumas instituições já vêm realizando monitoramento com este enfoque, como o GEMARS/Ceclimar, no litoral norte e o NEMA, no litoral sul, aplicando uma metodologia com padrões de ocorrência e mortalidade, considerando os fatores de sazonalidade.
A Fundação Zoobotânica do RS promove mais um curso “Observação da Paisagem por Meio do Desenho”, no Jardim Botânico de Porto Alegre (Rua Dr. Salvador França, 1427), dia 6 de novembro próximo, das 9h às 13h. Ministrado pelo artista plástico Jorge Herrmann, o curso visa possibilitar o diálogo com a natureza por meio do desenho. Iniciada há um ano, esta experiência está permanentemente aberta a todas as pessoas que buscam uma relação sadia com o meio ambiente e com seus próprios recursos expressivos. Um dos objetivos do Curso é estimular os alunos a participarem de uma exposição, a ser realizada nas dependências do Jardim Botânico, na Primavera de2011. Está confirmado mais um encontro até o final do ano, no dia 04 de dezembro. Inscrições e informações pelos telefones 3207.4781 e 9240.7038 ou pelo email arte@jorgeherrmann.com. Site:www.jorgeherrmann.com. Em anexo: desenhos das alunas Luciana Kingeski e Aurora Guimarães.
A notícia da morte, em agosto passado, de duas girafas do acervo do Parque Zoológico do Estado, órgão executivo da Fundação Zoobotânica do RS, suscitou uma série de manifestações contrárias à vinda de novos exemplares para o Parque. Desde a sua criação, em 1962, o Zoológico tem se notabilizado pelo trabalho que realiza, visando a conservação de espécies da fauna, seja nativa ou exótica, algumas, inclusive, ameaçadas de extinção. Ao longo desta trajetória, a prioridade adotada pela equipe técnica do Zoo tem sido proporcionar uma qualidade de vida que atenda às necessidades de cada espécie, disponibilizando recintos apropriados e alimentação adequada, que se aproximem ao máxima de suas áreas de origem. Hoje o Zoo tem um acervo com cerca de 1100 animais, de 150 espécies, entre nativas e exóticas. Deste contingente, a grande maioria nasceu no próprio Zoo, sendo que outras vieram para o Parque, através de permutas com outros animais, doações ou aquisições. No que tange às girafas, o primeiro exemplar fêmea chegou ao Parque, em 1974, proveniente de um criadouro da África do Sul, com registro da chegada, em 1976, de um exemplar macho, dando inicio, em 1978, aos primeiros nascimentos em cativeiro desta espécie, totalizando nove até a presente data. Algumas das girafas nascidas no nosso Zoo foram permutadas por outros animais, com outros zoológicos do Brasil, transação que ocorre com freqüência entre zoológicos, quando de excedentes de animais.
Frente à discussão que ora se apresenta – alguns ambientalistas contrários à vinda de girafas para o zoológico do Estado - cabe ressaltar o que segue: - o novo governo do Estado estará assumindo nos próximos meses, ocorrendo mudanças em todas as áreas governamentais, onde o Parque Zoológico do Estado está integrado. Por essa razão, a direção da Fundação Zoobotânica achou por bem aguardar, para que os novos dirigentes decidam em conjunto com o corpo técnico do Parque, quais medidas serão adotadas; - frente ao exposto será realizada, nos próximos dias, reunião com os especialistas do Parque, visando uma posição técnica frente a este assunto. Entretanto, cabe salientar que, algumas manifestações favoráveis, quanto à permanência de animais exóticos em zoológicos, vêm ocorrendo, o que torna necessária uma avaliação criteriosa, baseada em elementos técnicos e não apenas emocionais. É importante que fique registrado que todos os animais que o Zoológico recebe não são retirados da natureza, mas oriundos de criadouros, excetuando aqueles apreendidos pela brigada militar.
Ernani Ruschel Filho, Presidente da Fundação Zoobotânica do RS
Alunos de graduação e pós-graduação do Curso de Ciências Biológicas da PUC-RS se apresentaram, no dia 16 passado, no Jardim Botânico de Porto Alegre, com a peça infantil O RONCO, O ZUMBIDO E A FEBRE AMARELA. A história gira em torno de uma família do interior do RS, abordando a questão da febre amarela e dos bugios, e os métodos utilizados para erradicar a espécie da região, como medida de "segurança" contra a doença. Nesse contexto, são abordados problemas e soluções em relação à Febre Amarela. O conteúdo da peça está relacionado ao Curso, unindo ensino, pesquisa e extensão, visando informar a população sobre um problema de conservação ambiental e saúde pública. Esta atividade curricular é da responsabilidade do Prof. Julio Cesar Bicca Marques, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Zoologia do Laboratório de Primatologia do Depto de Biodiversidades e Ecologia/PUC-RS. A apresentação da peça estará aberta ao público visitante do Jardim Botânico, e contará com a participação de crianças da Escola Humaitá e Escolinha Netinhos da Vovó. A apresentação foi uma iniciativa do Museu de Ciências Naturais/FZB-RS, e faz parte do Projeto Fauna e Flora na Tradição Gaúcha. Este Projeto visa valorizar a fauna e flora nativas e as paisagens naturais, conscientizando a comunidade sobre a importância de sua conservação, ressaltando a presença dos elementos da biodiversidade nas diversas manifestações culturais. O projeto integra uma exposição, aberta à visitação pública no próximo dia 25 de novembro, na Sala de Exposição Pe. Balduíno Rambo, do Museu de Ciências Naturais/FZB-RS (Rua Dr. Salvador França, 1427 – Jardim Botânico).
O Jardim Botânico de Porto Alegre estará participando, a partir de amanhã (08), do CowParade, maior evento de arte urbana do mundo. A peça, que estará em exposição junto ao pórtico do Parque, é uma criação da artista plástica Carlota Keffel Garcia, denominada “Arbívora”.
Com a participação de artistas plásticos gaúchos, as 80 obras permanecerão colorindo diversas ruas da cidade divulgando verdadeiras esculturas criadas em fibra de vidro no tamanho natural.
Artistas consagrados, como Mauro Fuke, Zorávia Bettiol, Ana Norogrando, Eduardo Vieira da Cunha e Denise Haesbaert assinam obras ao lado de novatos como Fernando Giongo, Duda Lanna, Juliana Bassani, Mirele Riffel, entre outros.
Para os realizadores, Catherine Duvignau e Ester Krivkin, da Toptrends, empresa que detém os direitos de licenciamento do evento no País, a primeira edição da CowParade Porto Alegre promete ser um sucesso, visto a excelente qualidade artística das esculturas.Segundo o patrono da mostra, Rodrigo Vontobel, a idéia “é encantar e envolver o público com uma exposição totalmente democrática e acessível para quem quiser ver, tocar e interagir”.
“Em todas as cidades onde a CowParade passa, a paisagem urbana fica mais rica e colorida, transformando-se num lindo museu interativo”, explicam as diretoras da Toptrends, que já realizaram edições em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Curitiba.
Após a exposição nas ruas de Porto Alegre, que permanecerá até o dia 21 de novembro, a CowParade segue para o Shopping Bourbon Country, onde permanecerá até o dia 30 do mesmo mês. No primeiro dia de dezembro, as 80 vaquinhas serão leiloadas no Teatro Bourbon Country, e o dinheiro arrecadado será revertido para projetos do Funcriança, mantido pela Prefeitura Municipal de Porto Alegre, apoiadora institucional do evento, que conta com a parceria da Farah Service e patrocínio exclusivo da MU-MU.
A Fundação Zoobotânica do RS estará participando da 14ª edição da EXPOFEIRA CENTRO-SUL, de 13 a 17 de outubro, em Guaíba.
A proposta da FZB é alertar o público visitante da Feira quanto à necessidade de preservar e conservar os recursos naturais como base para a sustentabilidade.
Na oportunidade, serão divulgadas informações sobre a biodiversidade no cotidiano das pessoas, algumas espécies ameaçadas de extinção e uma representação da quantidade de água no planeta, e a sua real disponibilidade de uso.
A mensagem principal da mostra e alertar sobre as pequenas ações que podem ser levadas a efeito para retardar o processo de extinção dos bens que são finitos.
A Fundação Zoobotânica do RS promove, a partir do dia 14 de outubro próximo, das 14h às 17h, o Curso de Aquarela, com o artista plástico Eduardo Guimarães. Com aulas semanais, sempre às quintas-feiras, o curso, que estará ocorrendo na sede do Museu de Ciências Naturais (Rua Dr. Salvador França, 1427 – Jardim Botânico de Porto Alegre), deverá se estender até o dia 16 de dezembro.
As vagas são limitadas. Inscrições e informações pelo fone: 3398.8303 / 9963.6535
Ele se alimenta de cupins e formigas, vive em florestas, campos e no cerrado. Ocorre na América do Sul. Pesa de 4 a 8kg e vive cerca de 15 anos. A fêmea tem uma gestação de 160 dias, parindo, no máximo, uma cria. Este é o tamanduá-mirim (Tamandua tetradactyla), obicho do mês de outubro, que faz parte do Projeto A Hora do Bicho iniciado, em 2004, com o objetivo de divulgar as espécies do Parque Zoológico, em Sapucaia do Sul.
Em suaVI edição o Projeto, que apóia a coleta seletiva do lixo que ocorre no Parque, destaca os detalhes que fazem a diferença entre os animais.
O Zoo gaúcho tem dois exemplares desta espécie.
Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social – Fundação Zoobotânica do RS
A FZB é o órgão responsável pela promoção e conservação da biodiversidade no Rio Grande do Sul. Através do Jardim Botânico, do Parque Zoológico e do Museu de Ciências Naturais, atua nas áreas de pesquisa, educação ambiental, conservação e lazer. Exemplos de suas atividades são a elaboração de diagnósticos e mapeamentos em unidades de conservação no RS, a descoberta e o estudo de novos organismos, a reprodução de espécies ameaçadas e a manutenção de coleções científicas de plantas e animais, vivos ou conservados.