quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

JB recebe obra artística que simula sítio arqueológico com fóssil de sereia

No Jardim Botânico de Porto Alegre, um novo cenário deve instigar a curiosidade dos visitantes em meio a 41 hectares com 3 mil exemplares de plantas. Trata-se do sítio arqueológico para apresentar a descoberta do fóssil de uma sereia. O responsável pela exploração é o artista Walmor Corrêa (foto 1), que contou com a ajuda de biólogos, médicos e veterinários para dar sustentação científica à sua obra no projeto Artemosfera.

Walmor teve como referências lendas antigas, consideradas por ele inverdades que a história mostrou ao longo dos tempos aos brasileiros. Baseando-se em pesquisa, o artista desenvolveu a fisiologia e a anatomia de alguns seres da mitologia durante a carreira.

Agora, no Jardim Botânico, ele expõe ao público o fóssil de uma sereia em um cenário reproduzido exatamente como se a descoberta fosse verídica. No local, os visitantes contemplam o fóssil em cima de uma ponte e podem obter mais informações em uma placa explicativa (abaixo).

- Há relatos dos anchietas falando sobre seres mitológicos. Depois de ter conhecimento dessas informações e uma viagem à Amazônia, resolvi comprovar a existência dos personagens, inclusive com um atlas de anatomia – explica Walmor - nele, mostro como seriam os órgãos de uma sereia. A partir disso, surgiu a ideia de um sítio arqueológico.

O artista, que é fascinado por anatomia desde os tempos da escola, acredita que a reação do público em relação à sua obra no Artemosfera será inesperada. Para os próximos dias, ele pretende reunir professores de institutos de artes para fotografar o fóssil, que construiu com pó de mármore e resina.

Texto: Morgana Laux. Título: FZB. Foto 1: Tarlis Schneider. Foto 2: Daniel Hammes/ FZB.

2 comentários:

  1. Nossa, que ideia legal! Quando eu for ao Jardim, com certeza vou querer dar uma olhada!

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  2. Uma idéia muito legal! Parabéns sucesso!

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