quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Jardim Botânico terá menos veículos, mais bicicletas e fumo zero

O Jardim Botânico de Porto Alegre terá novidades para 2012: menos veículos, mais bicicletas e fumo zero. As tarifas, sem reajuste desde 2003, receberam adequação conforme a inflação do período. O ingresso passa para R$ 4, mas existe a opção do passaporte mensal por R$ 10. O Jardim Botânico está situado na Avenida Dr. Salvador França, 1427.

O bicicletário junto ao pórtico de entrada passará de oito para 35 vagas. O projeto começa a ser executado no primeiro trimestre de 2012. O estacionamento de automóveis será restrito a 150 vagas, não sendo permitido estacionar na subida de acesso. Outra mudança é a proibição ao fumo.


A presidente da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, Arlete Pasqualetto, lembra que a educação ambiental está baseada no conceito de promoção do desenvolvimento sustentável. "Somos responsáveis por nossos atos. Menos automóveis, mais bicicletas e fumo zero significa defender e preservar a biodiversidade", disse.

Dessa forma, busca-se o cuidado com a saúde e a segurança do patrimônio natural presente nos 40 hectares do parque, resultado da pesquisa científica desenvolvida desde 1958. São coleções científicas como a de cactus e de bromélias, e mais de 3 mil plantas, que são uma amostra da vegetação do Rio Grande do Sul. Além da pesquisa e da conservação da biodiversidade, a instituição se dedica à educação ambiental. Mais informações (51) 3320-2027.

Serviço:
R$ 4 - Adultos
R$ 2 - Estudante e pessoas acima de 60 anos, mediante documento
R$ 10 - Passaporte individual (válido por um mês)

Foto: Sérgio Bavaresco.

Ingresso no Parque Zoológico, em Sapucaia do Sul, é reajustado

O Parque Zoológico, em Sapucaia do Sul, passa a cobrar novos valores de ingresso a partir de 1º de janeiro. A presidente da Fundação Zoobotânica (FZB) do Rio Grande do Sul, Arlete Pasqualetto explica que as tarifas do Zoo não eram reajustadas desde 2008. Além disso, as despesas do Parque são permanentes. A cada mês são consumidos cerca de 3,5 toneladas de carne, 17 toneladas de ração de diversas formulações e 30 toneladas de pasto verde. Tudo isso faz parte da dieta balanceada dos mais de mil animais do Zoo.


O Parque Zoológico também trata de animais oriundos de apreensão. Somente em 2011, foram mais de 900 animais que chegaram ao Centro de Triagem de Animais (CETAS) do Zoo. A maioria sem condições de retornar à natureza.

O reajuste foi uma decisão do Conselho de Administração da FZB, formado por 12 representantes (entre titulares e suplentes), da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), Secretaria do Meio Ambiente (Sema), Secretaria da Fazenda, Metroplan, UFRGS, PUCRS e FZB.

Novos preços



Adultos: R$ 6,00
Adultos (acima de 60 anos): R$ 3,00
Crianças (até 10 anos): isentos
Automóveis: R$ 30,00
Motos: R$ 12,00
Ônibus: R$ 200,00
Ônibus Escolar - dias úteis: R$ 45,00
Ônibus Escolar (sábados, domingos e feriados): R$ 110,00
Micro ônibus: R$ 100,00
Kombi-Lotação/VAN (até 12 pessoas): R$ 50,00
VAN (13 pessoas ou mais): R$ 60,00

FOTO: Sérgio Bavaresco.

Banda Chimarruts grava clipe no Jardim Botânico

A banda Chimarruts gravou no Jardim Botânico o clipe da música “Em Busca da Fé” no último dia 21 de dezembro. Na virada do ano, logo no primeiro minuto de 2012 a banda vai fazer o lançamento do clipe pelo youtube.

Além dos músicos também participaram do clipe os amigos, fãs, a turminha da AACD, Rasteira na Fome, Vida Urgente, APAE, Movimento por uma Infância Melhor, Centro de Educação Ambiental, Oficina de Música da Escola Herlita Silveira Teixeira (Cidreira), Adoradores de Vira Lata, Grupo Voluntários Mãos a Obra e o Canta Brasil, todos num clima de muita emoção.

Com direção de Edson Gandolfi da Musicollege, o clipe foi gravado com 7 câmeras HD e com tomadas aéreas feitas a partir de um helicóptero. De acordo com Rafael Lemos, empresário da banda, as imagens celebram a paz, o amor e força daqueles que se dedicam a fazer um mundo melhor.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Exepedição da FZB constata ossos quebrados de baleia franca enterrada no Zoo

A ossada de baleia franca, que seria a nova atração do Museu de Ciências Naturais da Fundação Zoobotânica (FZB) do Rio Grande do Sul, não entrará em exposição tão cedo. O processo de preparação da ossada terá de ser corrigido. O animal de aproximadamente 16 metros, encontrado em São José do Norte, foi enterrado em dezembro de 2010 em uma área do Parque Zoológico, em Sapucaia do Sul, para a conclusão do processo de decomposição da matéria orgânica ainda presente nos ossos.

No último dia 13, uma equipe da FZB foi ao local e constatou que, além do atraso, a forma equivocada como a baleia foi enterrada provocou a quebra de ossos (imagem abaixo). Para piorar, a terra compactou e será preciso um "trabalho de arqueólogo" para recuperar toda a ossada do mamífero que, em vida, pesava cerca 40 toneladas.

A equipe definiu, então, a construção de um recipiente adequado para receber a ossada, que será coberta por areia. Ainda não há data para a operação ser realizada. O tempo de espera após esta etapa será de mais de seis meses.

Entenda o caso

Em 2010, após ter sido descarnado, o material deveria ser acondicionado com as peças do esqueleto separadas, ordenadas e identificadas. Tudo deveria ter sido coberto com material inerte (neste caso, areia) para que o processo de limpeza dos ossos fosse concluído e a exumação facilitada.

Apesar do pedido, a construção das caixas de madeira foi negada pela diretoria da FZB à época. Menos de um quarto dos 24 m³ de areia considerados o ideal pelos técnicos foram fornecidos.
Nessas condições, a solução foi cavar uma vala para enterrar o animal nas melhores condições possíveis.

Sem a presença dos técnicos, mesmo com o buraco de 10 metros de largura e cinco de profundidade pronto e a ossada separada e ordenada na carroceria do caminhão, o então diretor do Parque Zoológico determinou que o material fosse jogado em apenas cinco metros da vala, sem qualquer cuidado. Como o solo está muito duro, não foi possível verificar a extensão dos danos à ossada.

Contraponto

A então diretora do Museu de Ciências Naturais (MCN), Maria de Lourdes de Oliveira, esclarece que "todos os esforços foram feitos para fornecer a logística e a infra-estrutura para que a operação, inédita na história do MCN/FZB, fosse concluída com êxito". Delu lembra que o conjunto de ações resultou no apoio do apoio do Exército, Brigada Militar e Prefeitura de São José do Norte.

Ela afirma que a equipe não solicitou a construção de caixas de madeira e ressalta que "tudo o que foi solicitado e estava ao alcance, tendo em vista a urgência e os recursos disponíveis, foram fornecidos", como os 24m³ de areia e 80 metros de corda de seda (20mm), solicitados pela Dra. Daniela Sanfelice, responsável pela operação.

Por fim, reconhece que ossos foram quebrados. Porém, tal constatação havia sido feita à época em que o animal fora enterrado. A falta de acompanhamento técnico quando a ossada foi enterrada justificou-se pelo mau cheiro gerado pela matéria orgânica em decomposição na área do Zoo.

JB recebe obra artística que simula sítio arqueológico com fóssil de sereia

No Jardim Botânico de Porto Alegre, um novo cenário deve instigar a curiosidade dos visitantes em meio a 41 hectares com 3 mil exemplares de plantas. Trata-se do sítio arqueológico para apresentar a descoberta do fóssil de uma sereia. O responsável pela exploração é o artista Walmor Corrêa (foto 1), que contou com a ajuda de biólogos, médicos e veterinários para dar sustentação científica à sua obra no projeto Artemosfera.

Walmor teve como referências lendas antigas, consideradas por ele inverdades que a história mostrou ao longo dos tempos aos brasileiros. Baseando-se em pesquisa, o artista desenvolveu a fisiologia e a anatomia de alguns seres da mitologia durante a carreira.

Agora, no Jardim Botânico, ele expõe ao público o fóssil de uma sereia em um cenário reproduzido exatamente como se a descoberta fosse verídica. No local, os visitantes contemplam o fóssil em cima de uma ponte e podem obter mais informações em uma placa explicativa (abaixo).

- Há relatos dos anchietas falando sobre seres mitológicos. Depois de ter conhecimento dessas informações e uma viagem à Amazônia, resolvi comprovar a existência dos personagens, inclusive com um atlas de anatomia – explica Walmor - nele, mostro como seriam os órgãos de uma sereia. A partir disso, surgiu a ideia de um sítio arqueológico.

O artista, que é fascinado por anatomia desde os tempos da escola, acredita que a reação do público em relação à sua obra no Artemosfera será inesperada. Para os próximos dias, ele pretende reunir professores de institutos de artes para fotografar o fóssil, que construiu com pó de mármore e resina.

Texto: Morgana Laux. Título: FZB. Foto 1: Tarlis Schneider. Foto 2: Daniel Hammes/ FZB.

FZB sediará mais de 20 atividades do Fórum Social Temático, em 2012

O Fórum Social Temático 2012 levará os debates sobre a crise capitalista mundial e a busca por justiça social e ambiental a diversos locais da grande Porto Alegre. Um deles será o Jardim Botânico, em Porto Alegre.


No dia 21 de janeiro acontece o II Tecendo Redes de Saberes e Cooperação. O evento inicia com uma reunião batizada de "Vozes", que perguntará por que se vai falar da crise capitalista e de justiça social e ambiental?

Depois, de 26 e 28 de janeiro, ocorrem as atividades autogestionárias, seminários, oficinas e encontros.

Confira
aqui a programação completa (sujeita a alterações).

21/01 - Vozes - Porque Falamos de Crise Capitalista, Justiça Social e Ambiental.
27 e 28/01 Atividades autogestionadas - II Tecendo Redes de Saberes e Cooperação.
26 a 28/01 - Seminário de Convergência em Ações Socioambiental

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

MCN entrega novos coletes e chapéus para saída de campo

Os funcionários do Museu de Ciências Naturais (MCN) da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul (FZB) possuem novos coletes e chapéus para saídas de campo. A entrega contou com a presença da secretária Estadual do Meio Ambiente, Jussara Cony, da presidente da Fundação Zoobotânica, Arlete Pasqualetto e da diretora do MCN, Simone Mirapalhete. Os equipamentos não eram fornecidos desde 2001 e identificam as equipes durante as expedições realizadas por todo o Estado. O pesquisador Glayson Bencke representou os colegas que prestigiram a atividade ao receber o novo material.

A secretária Jussara afirmou que está buscando garantir o pagamento dos 25% de Adicional Ambiental que os funcionários da FZB reivindicam. Atualmente, somente os funcionários da Fepam recebem esse tipo de gratificação. Jussara lembrou que um Grupo de Trabalho será formado para discutir com a secretária da Administração, Stela Farias, a reestruturação dos órgãos ambientais do Estado (Sema, Fepam e FZB). “Precisamos garantir um plano de cargos e salários para o Estado não perder funcionários qualificados para outras instituições por causa da falta de perspectivas de crescimento”, defendeu.

Arlete e Simone agradeceram a cada um presente e destacaram a importância do trabalho dos pesquisadores e dos técnicos para a qualidade do trabalho do MCN. Simone lembrou que o pedido por novos coletes foi uma das reivindicações que recebeu logo ao tomar posse.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Jalecos e chapéus do MCN para saída de campo serão entregue na sexta-feira (16)

Os funcionários do Museu de Ciências Naturais (MCN) receberão os novos jalecos e bonés para saída de campo na sexta-feira (16), às 11h, durante cerimônia que vai ocorrer no MCN. O equipamento – que protege e identifica os pesquisadores durante as expedições - não era fornecido desde 2001.

O jaleco foi produzido em tecido tipo sarja 100% algodão, com forro e bolsos sanfonados na frente e nas costas, permitindo carregar material de trabalho com segurança e fácil manuseio.

O boné será do tipo australiando com aba e botões de metal nas laterais e tira (tipo barbicacho).

Entre os projetos desenvolvidos podem ser citados o Projeto Biota - Braskem, Plano de Manejo do Parque Delta do Jacui, RS Biodiversidade, Alianza del Pastizal e atividades de educação ambiental.

Projeto que autoriza contratação emergencial na FZB é aprovado na AL

O Projeto de Lei 383/2011, que autoriza a Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul (FZB) a contratar recursos humanos em caráter emergencial pelo período de um ano foi aprovado, nesta terça-feira (13), Assembleia Legislativa. O próximo passo será a sanção do governador Tarso Genro. Em seguida, ocorre a publicação do edital visando a seleção dos profissionais. Uma emenda do Legislativo condiciona a prorrogação do contrato à publicação do edital para concurso público.

A dez anos do último concurso público, a instituição sofre com o número reduzido de funcionários no Museu de Ciências Naturais, Jardim Botânico e Parque Zoológico. Em 2003, o quadro era de 234 trabalhadores. Hoje, são apenas 168. Uma redução de quase 30%.

"O contrato emergencial será fundamental para manter o bom andamento da FZB. Em 2012, o objetivo é realizar o concurso público para recuperar a defasagem de pessoal de dez anos", disse a presidente da FZB, Arlete Pasqualetto.

Previsão de 55 novos profissionais

Serão contratados 55 trabalhadores para atuar como Bibliotecário, Engenheiro Agrônomo, Técnico Administrativo, Técnico Agrícola, Técnico em Biologia, Técnico em Informática, Técnico em Educação Ambiental, Auxiliar Administrativo, Atendente, Guarda-parque, Jardineiro, Tratador, Motorista/Tratorista e Biólogo nas seguintes áreas: taxonomia ou Ecologia vegetal, Manejo de animais silvestres em cativeiro, Manejo de áreas protegidas e conservação da biodiversidade, Mastozoologia, Ictiologia, Ornitologia e Herpetologia (Anfíbios).

A Fundação Zoobotância

A FZB é um ógão vinculado à Secretaria do Meio Ambiente (Sema). Atua desde 1972 por meio de seus três órgãos: o Parque Zoológico, em Sapucaia do Sul, o Jardim Botânico e o Museu de Ciências Naturais, em Porto Alegre.

Dentre as principais atividades estão a pesquisa, a conservação da biodiversidade, a manutenção de coleções científicas de espécies - testemunho da biodiversidade do Estado, o assessoramento a órgãos públicos e privados em questões ambientais, a formação de recursos humanos, a difusão científica e a educação ambiental.

Saguão da FZB tem árvore natalina decorada com Origami

A Árvore de Natal instalada na entrada do prédio administrativo da Fundação Zoobotânica (FZB) é uma obra da colega da Seção de Museologia e Educação Ambiental, Laura Tavares. Bióloga, Técnica em Educação Ambiental, Laura brinda os colegas a cada final de ano com a decoração natalina.

Ela afirma que a Árvore de Natal é uma forma de levar o espírito natalino para o ambiente de trabalho. A árvore, nativa do RS, foi colaboração dos colegas do Jardim Botânico. O papel colorido para a confecção das aves foi colaboração de sua Seção de trabalho no MCN. As gotas e a arte ficaram por conta da autora.

Neste ano, a árvore apresenta aves em origami. Para quem não conhece, o origami faz parte da cultura japonesa e consiste na arte de transformar um quadrado de papel em uma peça tridimensional, uma escultura de papel. A palavra Origami origina-se de "oru" (dobrar) e "kami" (papel).

O significado da decoração

A árvore está decorada com pequenas aves de papel - Tsurus - e com gotas de acrílico. Tsuru é a palavra que designa o Grou Japonês, semelhante à Cegonha ou à Garça. A ave simboliza paz, saúde, longevidade e fortuna, sendo ainda costume no Japão ofertar Tsurus de papel nos templos ou a pessoas queridas, manifestando estes votos. Diz a lenda Japonesa que se dobrarmos mil Tsurus mentalizando um mesmo pedido, este será realizado.

As gotas representam alegrias ou tristezas. São as dificuldades pelas quais passamos, mas que são necessárias para o aprendizado. Gotas podem significar alegrias. Gotas podem significar tristezas... Mas, acima de tudo, as gotas são ÁGUA... e ÁGUA É VIDA! Á medida que passamos pelas adversidades, crescemos e evoluímos.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

FZB seleciona estudantes de jornalismo para estágio

A Fundação Zoobotância do Rio Grande do Sul (FZB) seleciona estudantes de Jornalismo para estágio.

A carga horária semanal de trabalho é de 30 horas. Entre as atividades a serem desenvolvidas: produção de matérias jornalísticas; cobertura fotográfica de pautas; apuração de informações para a construção de reportagens.

Interessados devem enviar currículo até o dia 16 de dezembro de 2011 para zoobotanicars@gmail.com.

A contratação se dá pela FDRH (www.fdrh.rs.gov.br). Informações sobre o semestre e a respectiva remuneração estão no item "Estágios/ Bolsa Auxílio".

Mais informações: 3320-2014, com Daniel Hammes.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Espécie de mico-leão ameaçada de extinção se reproduz no Zoo, em Sapucaia do Sul

Os dois filhotes de mico-leão-da-cara-dourada que nasceram no Parque Zoológico, em Sapucaia do Sul, apresentam ótima saúde e podem ser notados com mais facilidade pelos visitantes. Eles completam 45 dias no domingo (11), atingem aproximadamente 15 centímetros e começaram a se deslocar sozinhos no recinto.


Os pequenos primatas, entre os mais belos da família Callithricidae, são encontrados exclusivamente no Brasil (numa área da Floresta Atlântica, em Minas Gerais e na Bahia). De acordo com a última lista de animais brasileiros elaborada pelo Ibama a espécie é considerada “em perigo”.

O nascimento dos animais foi uma agradável surpresa para o Departamento de Zoologia, pois os micos-leão e outros quatro exemplares da mesma espécie chegaram há apenas seis meses, vindos do Zoo de Itatiba (SP).

Os micos-leão-da-cara-dourada estão expostos em um recinto na área central do Parque. O local inclui aquecimento para os meses de inverno e aparelhos de enriquecimento ambiental. O Zoo está localizado na BR 116, Km 253, em Sapucaia do Sul. Mais informações pelo fone (51) 3474-1499.

Mico-leão-da-cara-dourada - Leontopithecus chrysomelas
Família: Callithricidae
Ordem: Primates
Peso: 500 a 700 gramas
Longevidade: 15 anos
Gestação: 130 dias
Número de crias por parto: 1 ou 2
Alimentação na natureza: Frutos, insetos, alguns fungos, pequenos vertebrados e ovos
Hábito: Diurno
Habitat: Floresta Atlântica
Distribuição: Floresta tropical no sudeste da Bahia

Fonte: Daniel Hammes (FZB) e Henrique Feix (Zoo). Fotos: Sérgio Bavaresco.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

FZB e PROCERGS buscam agilizar criação do sistema que será usado na revisão da lista de espécies ameaçadas

O diretor-presidente da Companhia de Processamento de Dados do RS (Procergs), Carlson Aquistapasse, esteve reunido com a presidente da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul (FZB), Arlete Pasqualetto e com a diretora do Museu de Ciências Naturais (MCN), Simone Mirapalhete.

O encontro ocorreu para agilizar o desenvolvimento do sistema que será usado na Revisão da Lista das Espécies da Flora Ameaçadas de Extinção no Rio Grande do Sul. O estudo é desenvolvido por uma comissão de pesquisadores, onde estão representados o MCN/FZB, a Universidade Federal de Pelotas, a UFRGS e a PUCRS.

Alem do presidente da PROCERGS apresentar a adequação e demonstração da modelagem do sistema, entregou um cronograma de execução. Aquistapasse aproveitou a visita para conhecer as instalações e salas de exposição do MCN e também caminhou pelo Jardim Botânico.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Exposição “Nosso Pampa Desconhecido” é apresentada em Santa Vitória do Palmar

A exposição “Nosso Pampa Desconhecido” foi apresentada no 5º Seminário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, em Santa Vitória do Palmar, de 28 a 30 de novembro.

São 30 fotografias e painéis informativos que apresentam as peculiaridades naturais e culturais do Bioma Pampa. As imagens são do fotógrafo Adriano Becker. Os textos e legendas são dos pesquisadores Luiza Chomenko e Glayson Bencke, do Museu de Ciências Naturais/ FZB.

Este bioma, no Brasil, está situado apenas no Rio Grande do Sul (metade sul). Ele também é encontrado no território da Argentina, Paraguaio e Uruguai. No total, são 760 mil quilômetros quadrados.

Vivem no pampa cerca de três mil espécies de plantas diversas, 450 gramíneas, 150 leguminosas, 480 aves e 90 mamíferos. Algumas plantas e animais são endêmicos, ou seja, não existem em qualquer outra região do planeta.

Fonte: Daniel Hammes, com informações de Elisabete da Silva.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

FZB e a flora: Caryota urens L, a Palmeira-rabo-de-peixe

Pertence a família Arecaceae. A Palmeira é originária de zonas de floresta tropical da Índia, Sri Lanka, Mianmar e Malásia. Hoje com distribuição mais ampla, podendo ser encontrada no Brasil, com o nome popular, palmeira-de-rabo-de-peixe, dado devido à forma de seus folíolos. É muito ornamental, com estipe (tronco) atingindo até 20m de altura, com entrenós bem marcados.

Folhas com 3-5m de comprimento, pecíolo largo. Inflorescências paniculadas longas, muito ramificadas, pendentes, envolvidas por espata. A fotografia abaixo, mostra três diferentes estágios da inflorescência: com botões florais, flores em antese (abertas) e frutos, na mesma época. Estes são globulares primeiro verdes, passando a amarelos, vermelhos e pretos quando maduros.

Curiosidades: o nome específico urens vem do latim urere que significa murchar, secar. Quanto ao comportamento biológico desta palmeira, ela possui desenvolvimento rápido e vida curta. Quando atinge cerca de 6m de altura, inicia a fase reprodutiva. As inflorescências são produzidas no sentido descendente, iniciam no topo da palmeira.

Quando as inflorescências iniciam desenvolvimento na parte inferior da palmeira, com cerca de 25 anos, resulta na morte gradativa da mesma. As populações nativas das regiões de origem, extraem, da medula, sagu. Da seiva coletada dos pedúnculos florais carnoso optem-se, após fermentação, bebida denominada “toddy”. A seiva processada origina o açúcar granulado denominado ‘jaggery”.
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As informações foram enviadas pela fotógrafa e bióloga Eliane Heuser. Graduada em Ciências Biológicas pela PUCRS, com mestrado e doutorado em Botânica pela UFRGS. Mais informações em http://eliane.heuser.pro.br.